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Volume 41

Raphael Arcuri

Chegamos ao 41º volume da Revista Casa D’Italia, dedicado a um nome que atravessa a história urbana de Juiz de Fora e permanece vivo em suas fachadas, percursos e memórias: Raphael Arcuri.

Arquiteto ítalo-brasileiro que atuou no cenário arquitetônico de Juiz de Fora entre o final do século XIX e o início do século XX, Raphael Arcuri foi uma figura central na construção da imagem urbana que ainda hoje define a cidade. Inserido em um contexto de intenso crescimento econômico impulsionado pela industrialização, sua atuação ultrapassa o domínio técnico, revelando uma produção marcada por forte caráter artístico. Suas edificações evidenciam uma sensibilidade voltada à estéticas, ao simbolismo e à composição formal, traduzindo, por meio da arquitetura, as aspirações de uma cidade em transformação. Assim, sua obra não apenas acompanhou esse processo, mas contribuiu ativamente para a consolidação da paisagem urbana de Juiz de Fora, permanecendo como referência até os dias atuais.

Ao longo desta edição, convidamos o leitor a percorrer diferentes olhares sobre sua produção, compreendendo como seus projetos contribuíram para a consolidação de uma identidade arquitetônica singular no centro de Juiz de Fora. Elementos formais recorrentes, soluções construtivas e referências estilísticas se articulam em sua obra de maneira própria, criando uma linguagem que dialoga com o contexto local sem perder sua dimensão cosmopolita.

Mais do que analisar edificações isoladas, esta edição propõe uma reflexão sobre o papel da arquitetura como linguagem e como memória. As obras de Raphael Arcuri, ainda hoje presentes na paisagem urbana, funcionam como documentos vivos, capazes de narrar processos históricos, relações sociais e transformações culturais. Ao caminhar pela cidade, é possível reconhecer, em suas fachadas, não apenas estilos, mas histórias.

Também exploramos, neste número, novas formas de aproximação com esse patrimônio, incluindo iniciativas que buscam ampliar o acesso e a compreensão da arquitetura por meio de tecnologias contemporâneas e práticas de educação patrimonial. Nesse sentido, pensar Raphael Arcuri hoje é também pensar nas possibilidades de leitura, interpretação e preservação de sua obra para as próximas gerações.

A Revista Casa D’Italia reafirma, com esta edição, seu compromisso com a valorização da cultura, da memória e das conexões entre Brasil e Itália. Ao trazer Raphael Arcuri como tema central, celebramos não apenas sua trajetória, mas a permanência de sua obra como parte essencial da identidade de Juiz de Fora.

Agradecemos a todos os autores, leitores e apoiadores que tornaram possível mais este volume. Que estas páginas inspirem novos olhares, despertem curiosidades e fortaleçam o vínculo entre cidade, história e arquitetura.

Boa leitura!

Ilustração da Capa: Jorge Arbach

1 – CONSTRUTORA PANTALEONE ARCURI
Jorge Arbach

2 – LITOGRAFIA DIAS CARDOSO
Maria Clara Lopes e Driê

3 – EDIFÍCIO CIAMPI
Jorge Arbach

4 – PALACETE PINHO
Cássia Mota
Larissa Carvalho
Laura Almeida
Mariana Couto

5 – ASSOCIAÇÃO COMERCIAL
Carina Folena

6 – CINE-THEATRO CENTRAL
Jorge Arbach

7 – CASA D’ITÁLIA
Acervo Márcio Arcuri

8 – PRÍNCIPE HOTEL
Flávia Buzzinari
Samia Farahat
Ravena de Abreu
Laura Tostes

9 – PALACE HOTEL
Acervo Maria do Resguardo

10 – REPARTIÇÕES MUNICIPAES
Fernanda A. Mendes

11 – VILA IRACEMA
Camila V. Santos

12 – CAPELA SR. DOS PASSOS
Jorge Arbach

13 – PALACETE FELLET
Alunos FAU – AUR 052/2010-3

14 – RESIDÊNCIA RAPHAEL ARCURI
acervo Letícia Rabelo

15 – CASTELINHO DOS BRACHER
acervo Funalfa

Volume 41

Entrevista com Leida Villela

No volume 41 da Revista Casa D’Italia, dedicado à trajetória e ao legado de Raphael Arcuri, a revista conversou com Leida Villela, sua neta.

Gravada na sala do Departamento de Cultura da Associação Casa de Itália, no histórico prédio da Casa D’Italia de Juiz de Fora, a entrevista foi conduzida por Letícia Rabelo, Editora da Revista Casa D’Italia.

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Volume 41

Arquitetura em Juiz de Fora: alguns destaques

Inúmeros são os imóveis que constituem bens culturais da cidade, eles são representativos de diversos períodos históricos e perfazem um total superior a 180 os reconhecidos oficialmente pela Prefeitura.

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